sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Querido Tom,


Fiquei mto emocionada ao ler o texto "A Docura de Nonô", chorei muito! O Zé Modesto carinhosamente retratou muito bem a menina-Nonô: "comportamento melancólico, talvez triste, de olhinhos pidões, lábios bem carnudos, que seriam sensuais se não fossem de uma criança. Parecia mesmo que ela era a patinha feia da familia." Realmente foi uma fase muito díficil, digamos uma crise existencial, pois nessa época que foi revelado a mim que o meu pai era comunista(naquela época comia criancinha, tempos da Ditadura), pois participará da Guerrilha de Xambioá, também conhecida como Guerrilha do Araguaia.
É meu amigo Tom, a tal Ditadura també m deixou alguns respingos em mim, não foi la belle époque, foi um período negro de minha vida e de tantos outros brasileiros idealistas. Depois eu conto em detalhes. Como disse Fernando Pessoa: O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas a intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.
O cisne que o Zé encontrou tanto tempo depois, hoje virou pata choca. Kakakaka!!!!
Confira a foto da patinha feia(anexo).
Obrigada pelo carinho,
Beijos!

Nonô (Ione)

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