segunda-feira, 10 de outubro de 2011
LUIZ RUBIATABA
Juarilson
Sentado estou na sala de espera do cartório da Ionize, enquanto ela dá os acabamentos finais num certo documento. A cidade é Dueré, e espero pelo entrada do Luiz no recinto, pra ver como vai transcorrer a conversa dessa vez. Sim, o cara é uma surpresa ambulante. Logo ele chega, mas com o braço direito segurando o esquerdo, que está meio dobrado, encostado ao peito, como sempre, vai logo disparando mais uma. Olha pra esposa, Ionize, e avisa: muié, num diz que esse negócio de dor no braço, é sinal de infarto? Tô com uma dor nesse braço que nunca vi...tá dando aguiada, choque, tá virado no cão...
_e tá formigando? Pergunta a Ionize._tá tudo...
Nisso entra na conversa a simpática profissional que trabalha junto a Ionize:
_né nada não, mínimo, infarto tu num dá, tu num tem coração, tu tem é moela...
Eu já pra mijar de tanto sorrir, não consigo falar nada. Só a cara que o cara fazia já era demais.
_vai pro hospital criatura... vai logo. Diz novamente a Ionize.
_tá bom... eu vou (pausa) mas vou logo avisando: seu eu morrer, quero que no meu velório vocês cantem aquela música que eu gosto.E a secretária pergunta:
-qual?
Ele responde bem alto, já se encaminhando pra porta:
_AGRUDAAA NA MÃO DE DEUS, AGRUDAA NA MÃO DE DEUS...
Não aguentei, sorri até chorar.
Gente isso foi agora há pouco, e o Luiz e a Ionize estão recebendo cópia deste email, que vos envio.
Abraços
Juarilson
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