terça-feira, 4 de outubro de 2011
A BALA DOS HOMENS
Tom Lyra
A arma, um revólver calibre 38, bem pesada, é empunhada e seu detentor efetua dois disparos. O primeiro atinge a professora, a quem devia todo respeito, é a mestra. A vítima estava de costas quando alvejada, felizmente está viva. Depois de evadir-se do local do crime, o “criminoso” (digo-o com máximo pesar) atenta contra a própria vida, efetuando o segundo disparo, acertando a própria cabeça. O revólver fora tirado de casa, sem a permissão do verdadeiro proprietário. O personagem principal deste fatídico enredo? Não foi um adulto, o que já era de se lamentar. O ato foi perpetrado por uma criança, um menino de 10 anos, o que me faz questionar muita coisa. O que leva uma criatura de 10 anos a atirar em alguém e depois dar cabo à própria vida? Por mais se tente explicar, a perplexidade me impossibilita, como pai, cristão, cidadão, de fazer juízo de imediato. Delito cometido por quem ainda, em tese, não tem maldade no coração. Teria sido a criação dos pais, visto que o pai é policial? Certo é que o Brasil está violento, bem sentimos na pele. Teria sido esse ato influenciado por eventos do gênero lá fora? Até em nações desenvolvidas como a Noruega episódios aterradores estampam as manchetes dos noticiários, como é o caso do atirador que abriu fogo contra jovens e matou 92 pessoas. Presentemente, na Líbia, na Síria e no Iêmen, além do Paquistão, matam a três por quatro. Mas, como um menino 10 anos matar desta maneira? Creio, acima de tudo, estar faltando Deus no coração da Humanidade. Esse Deus único que tenho descobrindo aos poucos e que tem feito tanta diferença na minha vida, bom, justo e poderoso, está conosco, mas nós nos distanciamos dele e eu me incluo ai neste afastamento algumas vezes no meu passado. E a falta dele nas nossas vidas, no nosso cotidiano, tem criado esse tipo de caos. Sim, creio esteja faltando Deus no fazer diário da Terra. Falta mais fraternidade, solidariedade entre todos. Falta mais amor. Se mais amor houvesse entre as pessoas, os motivos de brigas, ódios e desavenças desapareceriam. É o que penso, humildemente. Quando Cristo disse: “Amemo-nos uns aos outros como eu vos amo”, fizemos do mandamento uma letra algo morto. Se nos amarmos verdadeiramente, como o Cristo nos ama, menino como eu e o Juarilson fomos em Araguacema é só pra dar vida e alegria à Humanidade.
Tom Lyra
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