sábado, 19 de novembro de 2016



O SUPREMO PROÓSITO DE DEUS
Para conhecermos este propósito, é necessário, antes de qualquer comentário, sabermos de que deus estamos falando, uma vez que a humanidade cultua uma infinidade deles e cada segmento religioso tem sua escritura, da qual retira as normas e leis, ditadas, suspostamente, pelas respectivas divindades, a serem observadas por seus seguidores.
Mas, como ter certeza de que essas divindades existem, se jamais alguma delas foi vista, bem como nenhum de seus seguidores ressuscitou para nos contar?  Ou, caso existam, mesmo não podendo serem vistas, como saber se elas são dignas da fé de multidões, para atender seus pedidos de milagres, como também crer em suas promessas de vida eterna?
Para uma resposta cabal e convincente, aos que creem na Bíblia, temos que partir do ponto em que o Espírito Supremo, criador de todos os espíritos celestes e humanos, teve que exercer sua autoridade de Pai para castigar a obra prima de toda sua criação, o homem, por desobediência, exigindo que ele passasse a trabalhar para sustentar sua descendência com o fruto de seu suor, fora do paraíso onde habitava.
Naturalmente, o homem nunca se conformou em estar longe do Pai, sofrendo todo tipo de doenças, provações e o cansaço decorrente das labutas pela sobrevivência, que passaram a fazer parte de sua vida, agora finita, já que era eterna. A saída dos hebreus do Egito, rumo à sua Terra natal, de onde foram expulsos pela seca, como um instrumento de Deus, é uma figura da jornada que enfrenta a humanidade, muitos em busca de um lugar metafisico de descanso e outros sem destino nenhum, porque escolheram crer no nada. Nessa peregrinação, que durou 40 anos, rumo à Terra prometida, a mão sobrenatural de Deus agindo através de Moisés e as providências milagrosas diárias, nas provisões de água e comida, não foram suficientes para impedir as murmurações e a recorrência aos deuses egípcios, numa demonstração clara de que a punição divina, além de justa, ainda foi pouca.
Mas, mesmo desobediente e ingrato, a começar por Adão e Eva, o homem nunca deixou de ser o alvo do propósito supremo de Deus para tê-lo de volta, morando com Ele e com Jesus, no lar eterno. E o executor desse propósito é Cristo, conforme se vê em Efésios 1-11: “Nele (Jesus) fomos também escolhidos, tendo sido predestinados conforme o plano daquele que faz todas as coisas segundo o propósito da sua vontade”.
Muitos entendem, erroneamente, que somente alguns foram predestinados para serem filhos, quando, na verdade, essa predestinação se refere à salvação, que é oferecida a todos, sem exceção, mas nem todos a querem e, muitos, até a desdenham. Este, e nenhum outro, é o supremo propósito de Deus. Ou seja: ter de volta seus filhos, por meio de Jesus, para os quais criou todas as maravilhas contidas no céu e na terra, que será recriada conforme era, no início da criação, somente para agradar o novo homem, o filho transformado que nela viverá. Quem crer verá.
Nos primórdios dessa peregrinação do homem, sem um destino certo, a possibilidade de um guia para a jornada da vida era apenas uma promessa, mas digna de fé, porque foi feita em voz audível pelo Espírito supremo, conforme rotina usual, embora invisível, ainda que nos pareçam fantasiosos os relatos bíblicos sobre isso. No início Deus falava diretamente com os homens; depois passou a falar por meio de porta vozes, chamados de profetas e, nos últimos dias, fala por meio de seu Filho.   
Os judeus, porém, apesar de todas as evidências da vinda do Filho de Deus se cumprindo, conforme suas escrituras anunciavam, quando ele veio em forma de um humilde carpinteiro, não acreditaram e persistem em esperar pelo Messias prometido, em forma de rei para liberta-los do jugo romano da época. Então prosseguiram tentando aplacar o furor de seu Deus oferecendo sacrifícios cruentos de animais por seus pecados.  
Porém, mais grave do que essa rejeição, é saber que ele veio e, mesmo assim, continuar a repetir esses sacrifícios vicários sobre o altar, dia após dia, como os católicos, através do chamado Sacrifício da Santa Missa, onde o animal sacrificado, simbolicamente, é o próprio Cristo, cuja carne e o sangue são representados pelo pão e pelo vinho. É como se a vida de um animal sacrificado valesse mais do que a do Filho de Deus que, mesmo depois de ressuscitado, continua pregado em uma cruz em seus altares.
Diferentemente dos sacrifícios de animais, que eram comprados pelo pecador, Jesus não fez acepção de nenhum ser humano e derramou seu sangue por todos que aceitarem seu sacrifício, que não é mais vicário; representativo. É real.
A boa nova é que, pelo inexplicável amor de Jesus, nossos pecados, embora lhe causem tristeza e nos afaste dele, não são mais causa de morte eterna ou perda da salvação, como acontecia antes de sua vinda, porque a consequência do pecado, até a sua ressurreição, era a morte física. Quem descumprisse uma só, das mais de seiscentas leis, tinha que morrer, conforme mandava a lei: “a alma que pecar, essa morrerá” (Ezequiel 18:4). Os muçulmanos que descumprem uma das leis do Corão, inspiradas pela Torá, ou Velho Testamento, são punidos com chibatadas ou, conforme a gravidade, com apedrejamento, até a morte.
Então os que morreram em pecado, antes de Jesus, estão todos eternamente perdidos? Não. Deus, na sua infinita misericórdia, fez com que Jesus, estando morto, descesse ao lugar dos mortos e oferecesse esta extraordinária graça, bastando, apenas, que eles, os mortos, a aceitassem, como acontece aos viventes, desde o calvário de Jesus. Depois que morre, ninguém mais terá essa oportunidade de aceitar a Cristo, se não aceitou em vida. De nada valem rezas e penitências oferecidas a Deus, pelos que morreram, a fim de que sejam tirados desse lugar fictício, chamado purgatório. Muito menos existe a oportunidade de voltarem à Terra para se aperfeiçoarem, por meio da pratica de boas obras. Se fosse, pelo menos, para se redimirem de sua fé equivocada! Mas nem por isso haverá outra chance.
Se, ao morrermos, estivermos em pecado, que é o mais provável, pois na maioria das vezes, não há tempo para pedir perdão, vale o que Jesus disse várias vezes aos pecadores que dele se valiam: “a tua fé (em mim) te salvou”. Quem, afinal, pode se vangloriar de não ter pecado? A fé, tal qual uma semente, depois de semeada, jamais deixará de germinar, mesmo que a maior seca a castigue. Basta uma chuva para que ela rompa a terra seca e se transforme em vida e alimento para a alma sedenta.
A redenção vem pela graça de Cristo em nós. Não há nada que o homem possa fazer para conquistar a salvação. Somente Cristo pode nos conceder o perdão, pois foi ele o ofendido, e somente a ele devemos confessar nossos pecados.
O templo judaico se compunha de: átrio, lugar santo e o santo dos santos. No átrio ficavam os estrangeiros e pecadores que não tinham condição de comprar sua oferta de sacrifício, que podia ser pombo, cordeiro ou bode. O lugar santo se destinava aos purificados, graças ao poder de compra de suas ofertas, e o santo dos santos era separado desses dois por uma cortina indevassável e nele apenas o sumo sacerdote podia entrar, uma vez por ano, com guizos na orla do vestido e uma corda longa amarrada no tornozelo. Caso ele fosse morto, por ter entrado ali em pecado, teria que ser puxado de lá pela corda, pois ninguém, a não ser ele, podia entrar no lugar santíssimo.
Esse relato, sobre as funcionalidades dos ambientes do templo, mostra a visão segregacionista que o homem tinha de Deus, ao fazer distinção de classes e pessoas, no ambiente sagrado, onde, supostamente, Ele habita.
O que se tem visto, desde a expulsão de Adão e Eva do paraíso, até hoje, são ofensas e afrontas praticadas por seus descendentes, ao preferirem se submeter a criaturas de Deus, as quais são entronizadas como deuses em seu lugar. Isso é insuportável para um pai. Mas Ele tem suportado e até relevado certos procedimentos, porque sabe que a grande maioria tenta encontra-lo por caminhos equivocados e seu supremo propósito é traze-los de volta ao lar eterno.
  Mas não é só: a carta aos efésios chama a atenção dos novos cristãos para que não se envolvam com cultos de magia, feitiçarias e libertem-se do legalismo judaico. E o que se vê hoje? Igrejas apelando para os supostos poderes do fetichismo, através do copo d’água consagrada sobre a TV, do vidrinho de água do Rio Jordão, do templo de Salomão, do Monte Sinai, da fogueira santa de Israel, do fragmento da cruz de Jesus, com pastores vestidos de branco, como se fossem sacerdotes da Umbanda, ou vestidos de panos de saco, como símbolo de penitência, e por aí vai.  
Entretanto, a humanidade carrega em si a incredulidade de Tomé, quando se trata de crer no que Jesus deixou dito, mas crê facilmente nas doutrinas falsas pregadas por seus adversários. Os contemporâneos de Jesus viram, através dele, maravilhas que prenunciavam a existência de um paraíso, mas, ao invés de crerem, o mataram. Poucos, assim como é hoje, creram no Salvador, mas, entre esses, existiu um, ao qual foi dado contemplar os lugares celestiais reservados aos que crerem, e este era o próprio Paulo, quando foi derrubado do cavalo e, por causa dessa visão, renunciou ao status que tinha para que, não somente ele, mas as gerações futuras pudessem alcançar esse lugar, pela fé exclusiva em Jesus, convencidas por suas pregações.
Na época em que Paulo escreveu a Epistola aos Efésios, a deusa Diana era fervorosamente cultuada pelos efésios. Ela era um mito, fruto da imaginação humana, que foi entronizada e adorada no panteão dos deuses. Hoje não seria “Nossa Senhora” a deusa adorada no lugar de Jesus e até motivo de orgulho dos fiéis, como Diana era para os gentios?
O relato, a seguir, extraído de um site católico, sobre uma decisão tomada pelo Concílio de Éfeso, em 431 d.C., confirma essa idolatria a uma criatura de Deus entronizada em uma posição acima Dele. Sim, porque a mãe é sempre superior ao filho. “Certo dia, Nestório foi interrogado pelos fiéis que ouviram Anastácio, um de seus presbíteros de confiança, dizer que Maria Santíssima não era Mãe de Deus, mas somente Mãe do homem Jesus Cristo. Escandalizado, o povo cristão exigia uma explicação do Patriarca de Constantinopla. Todavia, também o infeliz bispo negou a Maternidade Divina de Maria, atribuindo-lhe somente o título de Mãe de Cristo pois, segundo Nestório, "uma criatura não pode dar à luz o Criador, mas deu à luz um homem, instrumento da Divindade". (Arautos do Evangelho).
No entanto, apesar de ter sido a mãe de Jesus e ter tido uma vida exemplar, Maria dorme o sono da morte, juntamente com todos que morreram e ainda não ressuscitaram. Sem dúvida nenhuma, ela jamais aprovaria seu endeusamento.
Não que os desvios do evangelho e heresias doutrinárias sejam uma característica de nosso tempo, pois Éfeso, uma cidade importante da Capadócia, na Turquia, chegou a ser uma importante referência da fé cristã e hoje o islamismo é a religião dominante lá.
E séculos antes desta epístola, o povo judeu, escolhido por Deus para servir de elemento de sua didática, instituiu ritos, exigiu sacrifícios vicários de animais e criou leis, por meio de seus sacerdotes, com o intuito de aplacar a ira divina. Assim, a quem infringia uma só, das suas mais de seiscentas leis, ao invés de morrer, conforme a exigência legal, bastava entregar um cordeiro sem mancha para ser sacrificado no altar em seu lugar. Deus tolerou esse cinismo por séculos, até que seu próprio Filho se ofereceu para ser sacrificado, em lugar desses animais, de uma vez por todas. O Filho sabia que seu Pai tinha o propósito de trazer de volta para Si, como filhos, todas as criaturas humanas, por seu intermédio, conforme Paulo nos informa na carta aos efésios, cap. 1, versículo 5, que diz: “Em amor nos predestinou para sermos adotados como filhos por meio de Jesus Cristo, conforme o bom propósito da sua vontade”.
No judaísmo, a concepção que eles tinham de seu Deus, como sendo uma entidade vingativa, iracunda, implacável e carrancuda, como eram seus pais, fazia com que a relação com esse Deus fosse de medo. Assim, quando a vontade de descobrir a verdade sobre esse Deus era maior do que o medo, resultava em um relacionamento amoroso e franco, como se deu com Abraão, Moisés, Davi, Elias, Eliseu, Jonas e outros, mas que não foram capazes de transmitir essa visão paternal sobre Deus a seus compatriotas. Daí, então, o propósito de Deus de mandar seu Filho feito homem ao mundo para revelar sua verdadeira imagem e semelhança com o homem, pelo nascimento, vida, morte e ressurreição, que são as etapas de vida terrena previstas a qualquer humano.
Deus sabe perfeitamente quem são os Tomés e quem são os Paulos e não desperdiça visões do céu com incrédulos, deliberadamente resistentes e, por outro lado, ele sabe que os de boa vontade não precisam de visões para crer no invisível. A estes bastam as promessas de Jesus porque creem nos relatos transmitidos, de geração a geração, pelos que andaram com Ele.
Todos nós, que somos pais e mães, carregamos as marcas que, pelo menos um, de nossos filhos, nos deixaram, quando chegaram à adolescência. O Antigo Testamento simboliza essa fase, na história do homem, em que Deus tem um trabalho danado com ele. Adverte, ameaça, castiga, perdoa, torna a castigar e assim vai suportando ofensas e indisciplinas, até que, cansado de tanto trabalho, pede a seu Filho que vá até seus irmãos para convence-los do grande amor do Pai.
Mas, ao invés de escutá-lo, o mataram, sem saber que a morte não tinha poder para mantê-lo morto, porque ela está subordinada a seu Pai. Enquanto esteve por aqui, Jesus conquistou a confiança de alguns de seus irmãos, a quem os chamou de discípulos e apóstolos e, através deles, conseguiu se fazer compreendido, ao transmitir a eles o desejo supremo de seu Pai, que é o de se tornar conhecido e amado por seus filhos.
Os cristãos têm uma vantagem incalculável, sobre qualquer outro segmento religioso, que é a certeza histórica de que Jesus existiu em carne e, pelos prodígios que realizou na Terra, historicamente comprovados, até seus perseguidores reconheceram que Ele só poderia ser o Filho unigênito do Deus eterno, o Espírito supremo. Mas, por ser uma mensagem simples e nada exigir do crente, a não ser a fé exclusiva em Jesus, não convence aos que preferem buscar emoções ilusórias, ao invés de certeza. Então surgem muitas crenças e doutrinas, como essas, a seguir, em busca dos insatisfeitos com essa verdade muito lógica de Jesus que, por ser assim tão simples, não parece a eles ser verdadeira.
O budismo tem como estrutura a ideia de que o ser humano está condenado a se reencarnar infinitamente após a morte e passar sempre pelos sofrimentos do mundo material para se aperfeiçoar, até merecer o descanso eterno. O que a pessoa fez durante a vida será considerado na próxima vida e assim sucessivamente. Esta ideia, do aperfeiçoamento pelo sofrimento, é conhecida como carma. Ao enfrentar os sofrimentos da vida, o espírito pode atingir o estado de nirvana (pureza espiritual) e chegar ao fim das reencarnações.
Apesar de que ninguém jamais viu alguém reencarnado, mesmo assim o budismo tem milhões de seguidores, sem contar outros milhões de adeptos do espiritismo de Allan Kardec, que é o nome de um espírito e não de um homem, assim como Buda também não é. Seu nome é Sidarta Gautama e o de Allan Kardec é Hippolyte Léon Denizard Rivail.
O Islamismo é um sistema religioso fundado no início do século 7 por um homem chamado Maomé. Os muçulmanos seguem os ensinamentos do Corão e tentam seguir os Cinco Pilares.
No sétimo século, Maomé disse ter recebido várias visitas do anjo Gabriel durante as quais, por cerca de 23 anos, até sua morte, o anjo aparentemente revelou-lhe as palavras de Alá (Deus em árabe). Essas revelações ditadas formam o que hoje conhecemos por Corão ou Alcorão, o livro sagrado do Islamismo. Islã significa "submissão", derivando de uma raiz que significa "paz". A palavra muçulmano significa "aquele que se submete a Alá". Os muçulmanos resumem a sua doutrina em seis artigos de fé:
Eles creem em um único Deus criador, eterno e soberano chamado Alá; creem nos anjos; nos profetas bíblicos, entre eles Maomé, como o último profeta de Alá; Os muçulmanos aceitam certas partes da Bíblia, como a Torá e os Evangelhos. Eles acreditam que o Alcorão seja a perfeita, a preexistente palavra escrita de Deus. Creem também que todos serão ressuscitados, julgados e enviados ao paraíso ou ao inferno.
Estes cinco princípios compõem o quadro de obediência para os muçulmanos:  Não há outra divindade senão Alá. Maomé é o mensageiro de Alá. Uma pessoa pode se converter ao Islamismo apenas por afirmar este credo. O muçulmano acredita apenas em Alá como divindade, o qual é revelado por Maomé. Cinco orações precisam ser feitas todos os dias. Pagar dádivas rituais uma vez por ano. Os muçulmanos jejuam durante o Ramadã no nono mês do calendário islâmico. Eles não devem comer ou beber desde o amanhecer até o entardecer. Se fisicamente e financeiramente possível, um muçulmano deve fazer a peregrinação a Meca, na Arábia Saudita, pelo menos uma vez na vida.  A entrada de um muçulmano no paraíso depende da obediência a esses Cinco Pilares. Ainda assim, Deus pode rejeitá-los. Nem mesmo Maomé sabia ao certo se Alá iria admiti-lo no paraíso (Surata 46:9; Hadith 5,266).
Em relação ao Cristianismo, o Islamismo tem algumas semelhanças, mas também diferenças significantes. Assim como o Cristianismo, o Islamismo é monoteísta. No entanto, os muçulmanos rejeitam o conceito da Trindade, que é a crença cristã segundo a qual Deus se revelou como um em três pessoas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo.
O Islamismo acha que Jesus era apenas um profeta – não o filho de Deus. Os muçulmanos acreditam que Jesus, embora nascido de uma virgem, foi criado; como Adão. Não acreditam que Jesus morreu na cruz. Eles não entendem por que Alá permitiria que o Seu profeta Isa (a palavra islâmica para "Jesus") sofresse uma morte torturante. O Corão, segundo o Islã, é a autoridade final e a última revelação de Alá. Finalmente, o Islamismo ensina que se pode ganhar o paraíso através de boas obras e obediência aos Cinco Pilares.
Devido a estas diferenças e contradições essenciais, o Islamismo e o Cristianismo não podem ser ambos verdadeiros. A Bíblia e o Alcorão não podem ambos ser a Palavra de Deus. A verdade tem consequências eternas.
Se o Deus cristão, o Espírito supremo, exige tão somente a fé exclusiva em seu Filho, para que se conquiste a vida eterna, porque então as multidões se submetem a tantas observâncias e restrições, tais como: jejuns, penitências, peregrinações a lugares supostamente santos e dobram seus joelhos diante de criaturas mortas, mas endeusadas como intercessoras e até protagonistas de milagres?
No cristianismo, o catolicismo, o protestantismo e o evangelicalismo são fragmentados em diversas denominações carismáticas, históricas, pentecostais e neopentecostais que, embora creiam no mesmo Deus, Jesus, pregam uma diversidade de doutrinas conflitantes entre si e, muitas delas, sem suporte bíblico, a ponto de parecer que pregam deuses diferentes. Basta que um líder divirja, teologicamente, de outro para que nasça uma nova denominação.
Há também alguns segmentos apegados a doutrinas e costumes do Velho Testamento, entre os quais se destacam o próprio Judaísmo, os Adventistas, os Testemunhas de Jeová, os Islamitas, ou Muçulmanos, e, de novo, os Católicos. O Islamismo se destaca pela rigidez dos costumes, muitos deles trazidos do Antigo Testamento por Maomé, seu fundador, e outros introduzidos por seus sucessores, alguns seus primos, cujas divergências deram origem aos xiitas e sunitas, tal como aconteceu no cristianismo. O fato de Maomé ter morado muito tempo entre judeus e cristãos católicos, influenciou grande parte das doutrinas deixadas por ele no Corão ou Al Corão e o restante foi acrescentado por seus sucessores. Isso explica a aversão que seus seguidores têm pela idolatria, tal como os judeus, bem como o respeito com que são tratados Jesus e sua mãe, sem, contudo, serem divinizados, nenhum dos dois. Para Maomé, Jesus é apenas um profeta que foi elevado ao céu e voltará, assim como ele.
Da mesma forma que o nome cristianismo serve para identificar muitas correntes religiosas e, em nome dele, até perseguições, como as sanguinárias Cruzadas para matar muçulmanos, inquisições e torturas e mortes nas fogueiras, contra quem se recusasse aceitar a fé católica, foram praticadas. Também em nome do islamismo ainda acontece o mesmo e até ações terroristas e suicidas são empreendidas contra inocentes, como é o caso do Estado Islâmico. Os muçulmanos que não compactuam com essas ações são tidos como apóstatas e são perseguidos, como se fossem infiéis, que é como são denominados os que não professam a fé islâmica, principalmente os cristãos.
Buda, Maomé, Allan Kardec, Joseph Smith Jr, Russel, Krishna, e muitos outros são fundadores de seitas e religiões. Todos eles alegam autenticidade de sua religião porque, supostamente, receberam do alto, de algum espírito, ou anjo, revelações que os tornam dignos de confiança no que dizem e escrevem aos seguidores, cabendo aos fiéis somente crer, porque não há provas da veracidade dessas revelações.
Mas o fundador do cristianismo, e somente Ele, provou que veio de Deus e, não somente suas revelações, pelos relatos da História e pela realização de prodígios que somente Deus pode fazer, como ressuscitar mortos, e pela própria ressurreição e assunção ao lugar de onde veio. Todos os outros fundadores estão mortos, não foram ressuscitados e, por isso, não podem mostrar a seus seguidores o poder do seu deus para ressuscita-los e dar-lhes a certeza da verdade que pregaram. Somente em Jesus se pode ter esta certeza, por sua trajetória de vida e pelos registros da História. Então não se iluda: quando ouvires falar de Jesus, procura conhece-lo. Você vai adora-lo.
A reação de quem busca conhecer e conhece esse Deus feito homem é a de louva-lo, abraça-lo e reconhece-lo como seu único Deus, em lugar dos santos e orixás que, até então, cultuava com sinceridade de alma. Esse encontro resulta na vontade de torna-lo conhecido de todos que buscam conhecer Deus, sem saber como, e é dessa ignorância que se aproveitam os profissionais da fé para oferecer milagres e vidas prósperas aos que sofrem, mediante entrega de sacrifícios e dinheiro.  
Mas esse relacionamento paterno/filial, entre um ser humano um espiritual invisível, seria impossível, se o Filho desse Ser celestial não tivesse vindo ao mundo, em forma humana, para revelar o oculto e transformar em vida o que era, até então, apenas a Palavra ou o Verbo do Santo Espirito supremo.
Esse Filho do Altíssimo veio mostrar ao mundo, de uma vez por todas, que nenhum pecado é capaz de condenar à perdição um filho que, apesar de seus erros, se mantém firme em sua fé Nele. Portanto, não será por sacrifícios de remissão ou por confissão de pecados que o pecador será acolhido no Reino de Jesus, mas tão somente pela fé, exclusivamente, Nele.
Ele veio também mostrar ao mundo que o supremo propósito de Deus é atrair para a família celeste, composta pelo Pai e pelo Filho, o maior número de criaturas humanas para se integrarem a ela como filhos e que, para isso, basta atender seu chamado para segui-lo, independentemente da prática da caridade ou boas obras, porque elas são uma decorrência do amor, traduzido em fé, que se tem por Jesus.
Uma vez que Deus deu liberdade ao homem e, por causa dessa liberdade, veio a rebeldia, a desobediência, o pecado, seu supremo propósito é trazer de volta à sua casa celeste, espontaneamente, esse filho rebelde, já que ele tem o direito de amar a quem quiser. A Deus interessa apenas que ele venha por amor, e não por medo ou interesse, mas para isso é necessário ser conhecido, não como Espírito invisível, mas como um semelhante e foi para isso que Jesus se fez homem.
A maioria das denominações evangélicas e católicas vão na contramão do que Jesus viveu e pregou, quando ministram a comunhão, no catolicismo, e a ceia, no protestantismo. Jesus, ao distribuir a última ceia, não advertiu seus apóstolos para que se abstivessem de toma-la, caso se julgassem em pecado. Ele ofereceu aos discípulos, inclusive a Judas, incondicionalmente, sem perguntar se estavam em pecado e, certamente, estavam, diferentemente da maioria das igrejas; algumas até exigem que os participantes sejam da mesma denominação ou que tenham se confessado a um padre. Não basta serem cristãos ou desejosos de pertencer a Cristo.
No evangelho de João há um capítulo inteiro, o 17, dedicado à oração de despedida e agradecimento ao Pai, feita por Jesus, onde ele reforça sua submissão filial, antes, durante e depois de sua encarnação, ao mesmo tempo em que agradece por ter sido o executor do supremo propósito do Pai para, através dele, trazer de volta os filhos que se encantaram com os prazeres imediatos, mas efêmeros, que Satanás, seu inimigo, oferece. Nem o Filho de Deus, aqui na Terra, foi poupado dessa tentação insultuosa, quando lhe foram oferecidas todas as riquezas do mundo em troca de sua adoração a ele.
Brasília 25 de outubro de 2016

José Modesto

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