O SUPREMO PROÓSITO DE DEUS
Para conhecermos este propósito,
é necessário, antes de qualquer comentário, sabermos de que deus estamos
falando, uma vez que a humanidade cultua uma infinidade deles e cada segmento
religioso tem sua escritura, da qual retira as normas e leis, ditadas,
suspostamente, pelas respectivas divindades, a serem observadas por seus
seguidores.
Mas, como ter certeza de que
essas divindades existem, se jamais alguma delas foi vista, bem como nenhum de
seus seguidores ressuscitou para nos contar?
Ou, caso existam, mesmo não podendo serem vistas, como saber se elas são
dignas da fé de multidões, para atender seus pedidos de milagres, como também
crer em suas promessas de vida eterna?
Para uma resposta cabal e
convincente, aos que creem na Bíblia, temos que partir do ponto em que o
Espírito Supremo, criador de todos os espíritos celestes e humanos, teve que
exercer sua autoridade de Pai para castigar a obra prima de toda sua criação, o
homem, por desobediência, exigindo que ele passasse a trabalhar para sustentar
sua descendência com o fruto de seu suor, fora do paraíso onde habitava.
Naturalmente, o homem nunca se
conformou em estar longe do Pai, sofrendo todo tipo de doenças, provações e o
cansaço decorrente das labutas pela sobrevivência, que passaram a fazer parte
de sua vida, agora finita, já que era eterna. A saída dos hebreus do Egito,
rumo à sua Terra natal, de onde foram expulsos pela seca, como um instrumento
de Deus, é uma figura da jornada que enfrenta a humanidade, muitos em busca de
um lugar metafisico de descanso e outros sem destino nenhum, porque escolheram
crer no nada. Nessa peregrinação, que durou 40 anos, rumo à Terra prometida, a
mão sobrenatural de Deus agindo através de Moisés e as providências milagrosas
diárias, nas provisões de água e comida, não foram suficientes para impedir as
murmurações e a recorrência aos deuses egípcios, numa demonstração clara de que
a punição divina, além de justa, ainda foi pouca.
Mas, mesmo desobediente e
ingrato, a começar por Adão e Eva, o homem nunca deixou de ser o alvo do
propósito supremo de Deus para tê-lo de volta, morando com Ele e com Jesus, no
lar eterno. E o executor desse propósito é Cristo, conforme se vê em Efésios
1-11: “Nele (Jesus) fomos também escolhidos, tendo sido predestinados conforme
o plano daquele que faz todas as coisas segundo o propósito da sua vontade”.
Muitos entendem, erroneamente,
que somente alguns foram predestinados para serem filhos, quando, na verdade,
essa predestinação se refere à salvação, que é oferecida a todos, sem exceção,
mas nem todos a querem e, muitos, até a desdenham. Este, e nenhum outro, é o
supremo propósito de Deus. Ou seja: ter de volta seus filhos, por meio de
Jesus, para os quais criou todas as maravilhas contidas no céu e na terra, que
será recriada conforme era, no início da criação, somente para agradar o novo
homem, o filho transformado que nela viverá. Quem crer verá.
Nos primórdios dessa peregrinação
do homem, sem um destino certo, a possibilidade de um guia para a jornada da
vida era apenas uma promessa, mas digna de fé, porque foi feita em voz audível
pelo Espírito supremo, conforme rotina usual, embora invisível, ainda que nos
pareçam fantasiosos os relatos bíblicos sobre isso. No início Deus falava
diretamente com os homens; depois passou a falar por meio de porta vozes,
chamados de profetas e, nos últimos dias, fala por meio de seu Filho.
Os judeus, porém, apesar de todas
as evidências da vinda do Filho de Deus se cumprindo, conforme suas escrituras
anunciavam, quando ele veio em forma de um humilde carpinteiro, não acreditaram
e persistem em esperar pelo Messias prometido, em forma de rei para liberta-los
do jugo romano da época. Então prosseguiram tentando aplacar o furor de seu
Deus oferecendo sacrifícios cruentos de animais por seus pecados.
Porém, mais grave do que essa
rejeição, é saber que ele veio e, mesmo assim, continuar a repetir esses
sacrifícios vicários sobre o altar, dia após dia, como os católicos, através do
chamado Sacrifício da Santa Missa, onde o animal sacrificado, simbolicamente, é
o próprio Cristo, cuja carne e o sangue são representados pelo pão e pelo
vinho. É como se a vida de um animal sacrificado valesse mais do que a do Filho
de Deus que, mesmo depois de ressuscitado, continua pregado em uma cruz em seus
altares.
Diferentemente dos sacrifícios de
animais, que eram comprados pelo pecador, Jesus não fez acepção de nenhum ser
humano e derramou seu sangue por todos que aceitarem seu sacrifício, que não é
mais vicário; representativo. É real.
A boa nova é que, pelo
inexplicável amor de Jesus, nossos pecados, embora lhe causem tristeza e nos
afaste dele, não são mais causa de morte eterna ou perda da salvação, como
acontecia antes de sua vinda, porque a consequência do pecado, até a sua
ressurreição, era a morte física. Quem descumprisse uma só, das mais de
seiscentas leis, tinha que morrer, conforme mandava a lei: “a alma que pecar,
essa morrerá” (Ezequiel 18:4). Os muçulmanos que descumprem uma das leis do
Corão, inspiradas pela Torá, ou Velho Testamento, são punidos com chibatadas
ou, conforme a gravidade, com apedrejamento, até a morte.
Então os que morreram em pecado,
antes de Jesus, estão todos eternamente perdidos? Não. Deus, na sua infinita
misericórdia, fez com que Jesus, estando morto, descesse ao lugar dos mortos e
oferecesse esta extraordinária graça, bastando, apenas, que eles, os mortos, a
aceitassem, como acontece aos viventes, desde o calvário de Jesus. Depois que
morre, ninguém mais terá essa oportunidade de aceitar a Cristo, se não aceitou
em vida. De nada valem rezas e penitências oferecidas a Deus, pelos que
morreram, a fim de que sejam tirados desse lugar fictício, chamado purgatório. Muito
menos existe a oportunidade de voltarem à Terra para se aperfeiçoarem, por meio
da pratica de boas obras. Se fosse, pelo menos, para se redimirem de sua fé
equivocada! Mas nem por isso haverá outra chance.
Se, ao morrermos, estivermos em
pecado, que é o mais provável, pois na maioria das vezes, não há tempo para
pedir perdão, vale o que Jesus disse várias vezes aos pecadores que dele se
valiam: “a tua fé (em mim) te salvou”. Quem, afinal, pode se vangloriar de não
ter pecado? A fé, tal qual uma semente, depois de semeada, jamais deixará de
germinar, mesmo que a maior seca a castigue. Basta uma chuva para que ela rompa
a terra seca e se transforme em vida e alimento para a alma sedenta.
A redenção vem pela graça de
Cristo em nós. Não há nada que o homem possa fazer para conquistar a salvação.
Somente Cristo pode nos conceder o perdão, pois foi ele o ofendido, e somente a
ele devemos confessar nossos pecados.
O templo judaico se compunha de:
átrio, lugar santo e o santo dos santos. No átrio ficavam os estrangeiros e
pecadores que não tinham condição de comprar sua oferta de sacrifício, que
podia ser pombo, cordeiro ou bode. O lugar santo se destinava aos purificados,
graças ao poder de compra de suas ofertas, e o santo dos santos era separado
desses dois por uma cortina indevassável e nele apenas o sumo sacerdote podia
entrar, uma vez por ano, com guizos na orla do vestido e uma corda longa
amarrada no tornozelo. Caso ele fosse morto, por ter entrado ali em pecado,
teria que ser puxado de lá pela corda, pois ninguém, a não ser ele, podia
entrar no lugar santíssimo.
Esse relato, sobre as
funcionalidades dos ambientes do templo, mostra a visão segregacionista que o
homem tinha de Deus, ao fazer distinção de classes e pessoas, no ambiente
sagrado, onde, supostamente, Ele habita.
O que se tem visto, desde a
expulsão de Adão e Eva do paraíso, até hoje, são ofensas e afrontas praticadas
por seus descendentes, ao preferirem se submeter a criaturas de Deus, as quais
são entronizadas como deuses em seu lugar. Isso é insuportável para um pai. Mas
Ele tem suportado e até relevado certos procedimentos, porque sabe que a grande
maioria tenta encontra-lo por caminhos equivocados e seu supremo propósito é
traze-los de volta ao lar eterno.
Mas não é só: a carta aos efésios chama a atenção dos novos cristãos
para que não se envolvam com cultos de magia, feitiçarias e libertem-se do
legalismo judaico. E o que se vê hoje? Igrejas apelando para os supostos
poderes do fetichismo, através do copo d’água consagrada sobre a TV, do
vidrinho de água do Rio Jordão, do templo de Salomão, do Monte Sinai, da
fogueira santa de Israel, do fragmento da cruz de Jesus, com pastores vestidos
de branco, como se fossem sacerdotes da Umbanda, ou vestidos de panos de saco,
como símbolo de penitência, e por aí vai.
Entretanto, a humanidade carrega
em si a incredulidade de Tomé, quando se trata de crer no que Jesus deixou
dito, mas crê facilmente nas doutrinas falsas pregadas por seus adversários. Os
contemporâneos de Jesus viram, através dele, maravilhas que prenunciavam a
existência de um paraíso, mas, ao invés de crerem, o mataram. Poucos, assim
como é hoje, creram no Salvador, mas, entre esses, existiu um, ao qual foi dado
contemplar os lugares celestiais reservados aos que crerem, e este era o
próprio Paulo, quando foi derrubado do cavalo e, por causa dessa visão,
renunciou ao status que tinha para que, não somente ele, mas as gerações
futuras pudessem alcançar esse lugar, pela fé exclusiva em Jesus, convencidas
por suas pregações.
Na época em que Paulo escreveu a Epistola aos Efésios, a
deusa Diana era fervorosamente cultuada pelos efésios. Ela era um mito, fruto
da imaginação humana, que foi entronizada e adorada no panteão dos deuses. Hoje
não seria “Nossa Senhora” a deusa adorada no lugar de Jesus e até motivo de
orgulho dos fiéis, como Diana era para os gentios?
O relato, a seguir, extraído de
um site católico, sobre uma decisão tomada pelo Concílio de Éfeso, em 431 d.C.,
confirma essa idolatria a uma criatura de Deus entronizada em uma posição acima
Dele. Sim, porque a mãe é sempre superior ao filho. “Certo dia, Nestório foi
interrogado pelos fiéis que ouviram Anastácio, um de seus presbíteros de
confiança, dizer que Maria Santíssima não era Mãe de Deus, mas somente Mãe do
homem Jesus Cristo. Escandalizado, o povo cristão exigia uma explicação do
Patriarca de Constantinopla. Todavia, também o infeliz bispo negou a
Maternidade Divina de Maria, atribuindo-lhe somente o título de Mãe de Cristo
pois, segundo Nestório, "uma criatura não pode dar à luz o Criador, mas
deu à luz um homem, instrumento da Divindade". (Arautos do Evangelho).
No entanto, apesar de ter sido a
mãe de Jesus e ter tido uma vida exemplar, Maria dorme o sono da morte,
juntamente com todos que morreram e ainda não ressuscitaram. Sem dúvida
nenhuma, ela jamais aprovaria seu endeusamento.
Não que os desvios do evangelho e
heresias doutrinárias sejam uma característica de nosso tempo, pois Éfeso, uma
cidade importante da Capadócia, na Turquia, chegou a ser uma importante
referência da fé cristã e hoje o islamismo é a religião dominante lá.
E séculos antes desta epístola, o
povo judeu, escolhido por Deus para servir de elemento de sua didática, instituiu
ritos, exigiu sacrifícios vicários de animais e criou leis, por meio de seus
sacerdotes, com o intuito de aplacar a ira divina. Assim, a quem infringia uma
só, das suas mais de seiscentas leis, ao invés de morrer, conforme a exigência
legal, bastava entregar um cordeiro sem mancha para ser sacrificado no altar em
seu lugar. Deus tolerou esse cinismo por séculos, até que seu próprio Filho se
ofereceu para ser sacrificado, em lugar desses animais, de uma vez por todas. O
Filho sabia que seu Pai tinha o propósito de trazer de volta para Si, como
filhos, todas as criaturas humanas, por seu intermédio, conforme Paulo nos
informa na carta aos efésios, cap. 1, versículo 5, que diz: “Em amor nos
predestinou para sermos adotados como filhos por meio de Jesus Cristo, conforme
o bom propósito da sua vontade”.
No judaísmo, a concepção que eles
tinham de seu Deus, como sendo uma entidade vingativa, iracunda, implacável e
carrancuda, como eram seus pais, fazia com que a relação com esse Deus fosse de
medo. Assim, quando a vontade de descobrir a verdade sobre esse Deus era maior
do que o medo, resultava em um relacionamento amoroso e franco, como se deu com
Abraão, Moisés, Davi, Elias, Eliseu, Jonas e outros, mas que não foram capazes
de transmitir essa visão paternal sobre Deus a seus compatriotas. Daí, então, o
propósito de Deus de mandar seu Filho feito homem ao mundo para revelar sua
verdadeira imagem e semelhança com o homem, pelo nascimento, vida, morte e
ressurreição, que são as etapas de vida terrena previstas a qualquer humano.
Deus sabe perfeitamente quem são
os Tomés e quem são os Paulos e não desperdiça visões do céu com incrédulos,
deliberadamente resistentes e, por outro lado, ele sabe que os de boa vontade
não precisam de visões para crer no invisível. A estes bastam as promessas de
Jesus porque creem nos relatos transmitidos, de geração a geração, pelos que
andaram com Ele.
Todos nós, que somos pais e mães,
carregamos as marcas que, pelo menos um, de nossos filhos, nos deixaram, quando
chegaram à adolescência. O Antigo Testamento simboliza essa fase, na história
do homem, em que Deus tem um trabalho danado com ele. Adverte, ameaça, castiga,
perdoa, torna a castigar e assim vai suportando ofensas e indisciplinas, até
que, cansado de tanto trabalho, pede a seu Filho que vá até seus irmãos para
convence-los do grande amor do Pai.
Mas, ao invés de escutá-lo, o
mataram, sem saber que a morte não tinha poder para mantê-lo morto, porque ela
está subordinada a seu Pai. Enquanto esteve por aqui, Jesus conquistou a
confiança de alguns de seus irmãos, a quem os chamou de discípulos e apóstolos
e, através deles, conseguiu se fazer compreendido, ao transmitir a eles o
desejo supremo de seu Pai, que é o de se tornar conhecido e amado por seus
filhos.
Os cristãos têm uma vantagem
incalculável, sobre qualquer outro segmento religioso, que é a certeza
histórica de que Jesus existiu em carne e, pelos prodígios que realizou na
Terra, historicamente comprovados, até seus perseguidores reconheceram que Ele
só poderia ser o Filho unigênito do Deus eterno, o Espírito supremo. Mas, por
ser uma mensagem simples e nada exigir do crente, a não ser a fé exclusiva em
Jesus, não convence aos que preferem buscar emoções ilusórias, ao invés de
certeza. Então surgem muitas crenças e doutrinas, como essas, a seguir, em
busca dos insatisfeitos com essa verdade muito lógica de Jesus que, por ser
assim tão simples, não parece a eles ser verdadeira.
O budismo tem como estrutura a
ideia de que o ser humano está condenado a se reencarnar infinitamente após a
morte e passar sempre pelos sofrimentos do mundo material para se aperfeiçoar,
até merecer o descanso eterno. O que a pessoa fez durante a vida será
considerado na próxima vida e assim sucessivamente. Esta ideia, do aperfeiçoamento
pelo sofrimento, é conhecida como carma. Ao enfrentar os sofrimentos da vida, o
espírito pode atingir o estado de nirvana (pureza espiritual) e chegar ao fim
das reencarnações.
Apesar de que ninguém jamais viu
alguém reencarnado, mesmo assim o budismo tem milhões de seguidores, sem contar
outros milhões de adeptos do espiritismo de Allan Kardec, que é o nome de um
espírito e não de um homem, assim como Buda também não é. Seu nome é Sidarta
Gautama e o de Allan Kardec é Hippolyte Léon Denizard Rivail.
O Islamismo é um sistema
religioso fundado no início do século 7 por um homem chamado Maomé. Os
muçulmanos seguem os ensinamentos do Corão e tentam seguir os Cinco Pilares.
No sétimo século, Maomé disse ter
recebido várias visitas do anjo Gabriel durante as quais, por cerca de 23 anos,
até sua morte, o anjo aparentemente revelou-lhe as palavras de Alá (Deus em
árabe). Essas revelações ditadas formam o que hoje conhecemos por Corão ou
Alcorão, o livro sagrado do Islamismo. Islã significa "submissão",
derivando de uma raiz que significa "paz". A palavra muçulmano
significa "aquele que se submete a Alá". Os muçulmanos resumem a sua
doutrina em seis artigos de fé:
Eles creem em um único Deus
criador, eterno e soberano chamado Alá; creem nos anjos; nos profetas bíblicos,
entre eles Maomé, como o último profeta de Alá; Os muçulmanos aceitam certas
partes da Bíblia, como a Torá e os Evangelhos. Eles acreditam que o Alcorão
seja a perfeita, a preexistente palavra escrita de Deus. Creem também que todos
serão ressuscitados, julgados e enviados ao paraíso ou ao inferno.
Estes cinco princípios compõem o
quadro de obediência para os muçulmanos:
Não há outra divindade senão Alá. Maomé é o mensageiro de Alá. Uma
pessoa pode se converter ao Islamismo apenas por afirmar este credo. O muçulmano
acredita apenas em Alá como divindade, o qual é revelado por Maomé. Cinco orações
precisam ser feitas todos os dias. Pagar dádivas rituais uma vez por ano. Os
muçulmanos jejuam durante o Ramadã no nono mês do calendário islâmico. Eles não
devem comer ou beber desde o amanhecer até o entardecer. Se fisicamente e
financeiramente possível, um muçulmano deve fazer a peregrinação a Meca, na
Arábia Saudita, pelo menos uma vez na vida. A entrada de um muçulmano no paraíso depende
da obediência a esses Cinco Pilares. Ainda assim, Deus pode rejeitá-los. Nem
mesmo Maomé sabia ao certo se Alá iria admiti-lo no paraíso (Surata 46:9;
Hadith 5,266).
Em relação ao Cristianismo, o
Islamismo tem algumas semelhanças, mas também diferenças significantes. Assim
como o Cristianismo, o Islamismo é monoteísta. No entanto, os muçulmanos
rejeitam o conceito da Trindade, que é a crença cristã segundo a qual Deus se
revelou como um em três pessoas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo.
O Islamismo acha que Jesus era
apenas um profeta – não o filho de Deus. Os muçulmanos acreditam que Jesus,
embora nascido de uma virgem, foi criado; como Adão. Não acreditam que Jesus
morreu na cruz. Eles não entendem por que Alá permitiria que o Seu profeta Isa
(a palavra islâmica para "Jesus") sofresse uma morte torturante. O
Corão, segundo o Islã, é a autoridade final e a última revelação de Alá.
Finalmente, o Islamismo ensina que se pode ganhar o paraíso através de boas
obras e obediência aos Cinco Pilares.
Devido a estas diferenças e
contradições essenciais, o Islamismo e o Cristianismo não podem ser ambos
verdadeiros. A Bíblia e o Alcorão não podem ambos ser a Palavra de Deus. A
verdade tem consequências eternas.
Se o Deus cristão, o Espírito
supremo, exige tão somente a fé exclusiva em seu Filho, para que se conquiste a
vida eterna, porque então as multidões se submetem a tantas observâncias e
restrições, tais como: jejuns, penitências, peregrinações a lugares
supostamente santos e dobram seus joelhos diante de criaturas mortas, mas
endeusadas como intercessoras e até protagonistas de milagres?
No cristianismo, o catolicismo, o
protestantismo e o evangelicalismo são fragmentados em diversas denominações
carismáticas, históricas, pentecostais e neopentecostais que, embora creiam no
mesmo Deus, Jesus, pregam uma diversidade de doutrinas conflitantes entre si e,
muitas delas, sem suporte bíblico, a ponto de parecer que pregam deuses
diferentes. Basta que um líder divirja, teologicamente, de outro para que nasça
uma nova denominação.
Há também alguns segmentos
apegados a doutrinas e costumes do Velho Testamento, entre os quais se destacam
o próprio Judaísmo, os Adventistas, os Testemunhas de Jeová, os Islamitas, ou
Muçulmanos, e, de novo, os Católicos. O Islamismo se destaca pela rigidez dos
costumes, muitos deles trazidos do Antigo Testamento por Maomé, seu fundador, e
outros introduzidos por seus sucessores, alguns seus primos, cujas divergências
deram origem aos xiitas e sunitas, tal como aconteceu no cristianismo. O fato
de Maomé ter morado muito tempo entre judeus e cristãos católicos, influenciou
grande parte das doutrinas deixadas por ele no Corão ou Al Corão e o restante
foi acrescentado por seus sucessores. Isso explica a aversão que seus
seguidores têm pela idolatria, tal como os judeus, bem como o respeito com que
são tratados Jesus e sua mãe, sem, contudo, serem divinizados, nenhum dos dois.
Para Maomé, Jesus é apenas um profeta que foi elevado ao céu e voltará, assim
como ele.
Da mesma forma que o nome
cristianismo serve para identificar muitas correntes religiosas e, em nome
dele, até perseguições, como as sanguinárias Cruzadas para matar muçulmanos,
inquisições e torturas e mortes nas fogueiras, contra quem se recusasse aceitar
a fé católica, foram praticadas. Também em nome do islamismo ainda acontece o
mesmo e até ações terroristas e suicidas são empreendidas contra inocentes,
como é o caso do Estado Islâmico. Os muçulmanos que não compactuam com essas
ações são tidos como apóstatas e são perseguidos, como se fossem infiéis, que é
como são denominados os que não professam a fé islâmica, principalmente os
cristãos.
Buda, Maomé, Allan Kardec, Joseph
Smith Jr, Russel, Krishna, e muitos outros são fundadores de seitas e
religiões. Todos eles alegam autenticidade de sua religião porque,
supostamente, receberam do alto, de algum espírito, ou anjo, revelações que os
tornam dignos de confiança no que dizem e escrevem aos seguidores, cabendo aos
fiéis somente crer, porque não há provas da veracidade dessas revelações.
Mas o fundador do cristianismo, e
somente Ele, provou que veio de Deus e, não somente suas revelações, pelos
relatos da História e pela realização de prodígios que somente Deus pode fazer,
como ressuscitar mortos, e pela própria ressurreição e assunção ao lugar de
onde veio. Todos os outros fundadores estão mortos, não foram ressuscitados e,
por isso, não podem mostrar a seus seguidores o poder do seu deus para
ressuscita-los e dar-lhes a certeza da verdade que pregaram. Somente em Jesus
se pode ter esta certeza, por sua trajetória de vida e pelos registros da
História. Então não se iluda: quando ouvires falar de Jesus, procura
conhece-lo. Você vai adora-lo.
A reação de quem busca conhecer e
conhece esse Deus feito homem é a de louva-lo, abraça-lo e reconhece-lo como
seu único Deus, em lugar dos santos e orixás que, até então, cultuava com
sinceridade de alma. Esse encontro resulta na vontade de torna-lo conhecido de
todos que buscam conhecer Deus, sem saber como, e é dessa ignorância que se
aproveitam os profissionais da fé para oferecer milagres e vidas prósperas aos
que sofrem, mediante entrega de sacrifícios e dinheiro.
Mas esse relacionamento paterno/filial,
entre um ser humano um espiritual invisível, seria impossível, se o Filho desse
Ser celestial não tivesse vindo ao mundo, em forma humana, para revelar o
oculto e transformar em vida o que era, até então, apenas a Palavra ou o Verbo
do Santo Espirito supremo.
Esse Filho do Altíssimo veio
mostrar ao mundo, de uma vez por todas, que nenhum pecado é capaz de condenar à
perdição um filho que, apesar de seus erros, se mantém firme em sua fé Nele.
Portanto, não será por sacrifícios de remissão ou por confissão de pecados que
o pecador será acolhido no Reino de Jesus, mas tão somente pela fé,
exclusivamente, Nele.
Ele veio também mostrar ao mundo
que o supremo propósito de Deus é atrair para a família celeste, composta pelo
Pai e pelo Filho, o maior número de criaturas humanas para se integrarem a ela
como filhos e que, para isso, basta atender seu chamado para segui-lo,
independentemente da prática da caridade ou boas obras, porque elas são uma
decorrência do amor, traduzido em fé, que se tem por Jesus.
Uma vez que Deus deu liberdade ao
homem e, por causa dessa liberdade, veio a rebeldia, a desobediência, o pecado,
seu supremo propósito é trazer de volta à sua casa celeste, espontaneamente,
esse filho rebelde, já que ele tem o direito de amar a quem quiser. A Deus
interessa apenas que ele venha por amor, e não por medo ou interesse, mas para
isso é necessário ser conhecido, não como Espírito invisível, mas como um
semelhante e foi para isso que Jesus se fez homem.
A maioria das denominações
evangélicas e católicas vão na contramão do que Jesus viveu e pregou, quando
ministram a comunhão, no catolicismo, e a ceia, no protestantismo. Jesus, ao
distribuir a última ceia, não advertiu seus apóstolos para que se abstivessem
de toma-la, caso se julgassem em pecado. Ele ofereceu aos discípulos, inclusive
a Judas, incondicionalmente, sem perguntar se estavam em pecado e, certamente,
estavam, diferentemente da maioria das igrejas; algumas até exigem que os
participantes sejam da mesma denominação ou que tenham se confessado a um
padre. Não basta serem cristãos ou desejosos de pertencer a Cristo.
No evangelho de João há um
capítulo inteiro, o 17, dedicado à oração de despedida e agradecimento ao Pai,
feita por Jesus, onde ele reforça sua submissão filial, antes, durante e depois
de sua encarnação, ao mesmo tempo em que agradece por ter sido o executor do
supremo propósito do Pai para, através dele, trazer de volta os filhos que se
encantaram com os prazeres imediatos, mas efêmeros, que Satanás, seu inimigo,
oferece. Nem o Filho de Deus, aqui na Terra, foi poupado dessa tentação
insultuosa, quando lhe foram oferecidas todas as riquezas do mundo em troca de
sua adoração a ele.
Brasília 25 de outubro de 2016
José Modesto
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